Pular para o conteúdo principal

Lei aprovada exige que motoboy tenha 21 anos




Folha de S.Paulo (julho/2007)

O projeto de lei aprovado anteontem pelo Senado, que regulamenta o trabalho de motoboys e mototaxistas, vai dificultar a vida de quem trabalha de motocicleta. Ele precisa só ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

* Ministro faz críticas à liberação do mototáxi

O texto lista uma série de normas para o transporte de mercadorias e passageiros. Entre as regras estão idade mínima de 21 anos, exigência de ter carteira de habilitação há pelo menos dois anos, curso especializado na área e o uso de colete de segurança.

Quem não cumprir as determinações não poderá trabalhar com a moto --por exemplo, para entregar pizza, talão de cheque para bancos ou levar passageiros na garupa.

A medida tende a expandir os serviços, mas as regras podem ser ignoradas por deficiências da fiscalização.

Na capital paulista, exigências parecidas para motoboys já valem por decreto há mais de quatro anos --e, há dois, por meio de lei municipal.

Na teoria, eles são obrigados a ter licença, carteira de habilitação há pelo menos um ano (a lei federal exigirá dois), tem de fazer um curso e utilizar colete de segurança.

Na prática, a própria prefeitura admite que só 10% de uma estimativa de 150 mil motoboys em São Paulo tem autorização para trabalhar.

O resto atua de forma irregular, e são raras as ações de fiscalização do Departamento de Transporte Público em conjunto com a Polícia Militar.

As tentativas fracassadas de organizar os motoboys na capital se repetem desde a gestão Marta Suplicy (PT). No final de 2005, na gestão José Serra (PSDB), as primeiras ações de apreensão resultaram num protesto da categoria que parou a cidade --e que resultou em tolerância aos irregulares.

"A regulamentação federal, para os motoboys, é uma cópia do que existe em São Paulo. Quem sabe não dê uma força para que a lei municipal pegue", diz Gilberto dos Santos, presidente de um dos sindicatos dos motoboys.

"O efeito [de ter regras] é zero se não tiver fiscalização", diz Horácio Augusto Figueira, consultor da Abramet (associação de medicina de tráfego). "Se não há fiscalização, não tem por que esperar melhorias nas condições de segurança", repete o especialista Luis Antonio Seraphim.

Os dois concordam com a necessidade de haver normas para motoboys e para controlar empresas que os contratam. "Motofretes que ganham por entrega deveriam ter seu esquema de remuneração modificado", diz Figueira.

Ambos criticam os mototáxis. "Criaram uma aberração. Motos dirigidas por pessoas sóbrias e prudentes já têm alto índice de acidentes. Imagine um mototáxi, em que não é possível treinar os passageiros", diz Figueira.

acesse: http://www.agora.uol.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Professores de Boquim aprovam a proposta de Reajuste do Piso 2019

Na tarde do dia 11 de fevereiro, após o primeiro dia do Encontro Pedagógico os professores de Boquim, fizeram uma Assembleia Extraordinária para avaliarem a proposta do prefeito de Boquim, Eraldo Andrade, sobre o pagamento do reajuste do piso salarial da categoria. Segundo a proposta o prefeito já reajustaria o piso salarial do magistério neste mês de fevereiro seria pago com o retroativo de janeiro de 2019. A prefeitura de Boquim no ano de 2018 aprovou o piso salarial em julho, deixando 6 meses de retroativos. Sobre esse ponto o prefeito aponta na proposta que em junho sentaria com o SINTESE sobre como pagaria o passivo trabalhista. O atual prefeito falou no dia da negociação com o SINTESE (no dia 07 do corrente) que não quer ficar devendo aos professores em sua gestão. Os professores de Boquim tem passivos trabalhistas deixados por outras gestões e estão acionando a justiça e sendo por ela reconhecido o direito, tanto que a prefeitura na gestão atual está pagando a d

Professores de Boquim debatem o PNAIC - Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa

Ontem a partir das 19h30 (05/04/13)na Escola Joaldo Barbosa aconteceu debate público sobre o PNAIC – Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa, com a professora da Universidade Federal de Sergipe, Silvana Bretas. O debate foi promovido pelo SINTESE a pedido dos professores em assembleia e teve como objetivo tirar as dúvidas sobre o programa do governo federal. Foram convidados professores, a sociedade em geral, a prefeitura de Boquim, Sindicato dos Servidores de Boquim, as secretárias de Educação e de Ação Social e suas equipes, Conselho Tutelar, Conselho Municipal de Educação de Boquim/CMEB, Câmara de Vereadores. Destes estiveram presentes professores, e algumas pessoas representando a sociedade civil, estudantes do EJA, professores alfabetizadores, do ensino fundamental inicial e final e também o diretor da Escola Joaldo Barbosa, atual presidente do CMEB.

Não devem deixar a Estação...

José de Jesus Santos - profº de História imagem internet As manifestações continuam em todo o Brasil, e vão continuar... Provaram que não querem golpe de estado, mas sim resultado de todos os gestores públicos por mais responsabilidade pelos serviços públicos, melhoramento na Educação, Saúde e Segurança, resumo: não querem só comida... Provaram que tem fome de vários “Quês”. A cobertura televisiva imparcialmente – assim arautam, não deixam de usar seus chavões de efeitos de caras e bocas para destacar o vandalismo e os grupos de baderneiros enquanto as manifestações recebem um breve e positivo adjetivo. O fruto dessa ação de cobertura tem os mesmos efeitos das bombas de efeito moral, lançadas para dispersar o sentido dos movimentos. São verdadeiras balas de borracha disparadas nos braços, pernas da natureza do protesto. São sprays de pimenta lançados nos olhos da liberdade de expressão do povo que desperta junto aos que nunca deixaram as ruas para dizer que já não dá mais