quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Deputado federal quer ser Presidente do PT

17.08.2009, 18:54:24
Sergipe. Deputado federal quer ser Presidente do PT; Ele não aceita o apoio do PSDB ao Governo Déda


A Política Real está acompanhando...

( Brasília-DF, 17/08/2009) A Política Real está atenta e teve acesso.
O deputado federal Iran Barbosa(PT-SE) anunciou que vai disputar a presidência do Partido dos Trabalhadores, no Sergipe, no Processo de Eleição Direta (PED) do PT, encabeçando a chapa estadual pela sua tendência, a Articulação de Esquerda (AE). A eleição interna tem seu primeiro turno no dia 22 de novembro próximo. Ele é tido como um calo no sapato do governador Marcelo Déda (PT) e sempre que colocou contra ao apoio do PSDB ao atual governo petista no Sergipe. O PSDB sergipano também apóia o governo do PC do B, de Edvaldo Nogueira, em Aracaju.
O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira, 17, na sede do PT, em Aracaju, onde o deputado concedeu coletiva à imprensa, acompanhado da deputada estadual Ana Lucia, do secretário geral do PT, Correia Neto, e do vereador Chico dos Correios, de Glória, todos da Articulação de Esquerda.
Iran, que é filiado ao PT desde 2002, explicou a sua decisão pela disputa do PT. “Nós, da AE, já tínhamos uma definição de candidatura à presidência nacional do partido, com a companheira Iriny Lopes, deputada federal da AE do Espírito Santo. Aqui, vínhamos construindo esse debate internamente na tendência, e isso resultou na definição, neste último sábado, que aqui também teremos candidato à disputa da presidência estadual do partido, e estou colocando meu nome para essa disputa”, afirmou.
Segundo Iran, algumas razões o levaram a disputar a presidência do partido em Sergipe. Para ele, o PT vive um momento único, a partir das vitórias de Lula para a presidência, por duas vezes, e de Marcelo Déda para o governo do Estado, o que levaria a uma reflexão cada vez maior sobre o papel que o PT deve cumprir.
“Entendemos que o PT tem a responsabilidade e a obrigação de tencionar todas as forças necessárias para que o nosso projeto de mudanças se efetive com mais rapidez e solidez. Entendemos que o partido tem que estar permanentemente dialogando com sociedade e com o governo sobre isso, o que infelizmente não vem ocorrendo. Quem assumir o partido em Sergipe tem de cumprir com essa tarefa, e é isso que estou buscando junto com a minha tendência”, disse Iran.
Ainda de acordo com o deputado, o partido precisa ser a massa crítica quando, por ventura, o governo tende a desviar dos caminhos das mudanças que foram sinalizados para a população. “E precisamos ter um governo que ouça permanentemente o povo e os trabalhadores. Nós somos o Partido dos Trabalhadores e, portanto, ele precisa ser a voz dos trabalhadores e estar defendendo os interesses dessa classe”, afirmou.
DEBATE - Para o candidato a presidente do PT, é preciso que o partido restabeleça os espaços de debate sobre a condução do governo, ainda mais quando este reúne na coalizão de partidos que participam do governo, alguns com o perfil conservador e que sempre estiveram do lado de governos neoliberais e de direita.
“Sei que fazemos parte dessa coalizão, mas temos muitas diferenças com certos setores nele presentes e precisamos deixar muito claras essas diferenças para pautarmos o nosso governo por aquilo em que nós acreditamos, e não no que esses setores defendem. Veja, estamos na base do governo, trabalhamos para o sucesso desse governo, no entanto, estamos fora do seu Conselho Político. Nós queremos debater isso dentro do partido. Um conselho político não deve ser formado apenas por lideranças de partidos. O PT como um todo precisa estar discutindo essa pauta política, e não apenas algumas figuras. O debate precisa ser muito mais amplo”, ressalta Iran.
“Por isso, a Articulação de Esquerda não poderia, neste momento, se afastar dos espaços de disputa do PT, para continuar levantando as bandeiras de esquerda que sempre defendemos, continuar fortalecendo o nosso perfil internamente no partido, mas também para dialogar com a sociedade sobre aquilo em que sempre acreditamos e nos pautamos”, ressaltou Iran
Ainda de acordo com o petista da AE, para a sua tendência não basta ganhar uma eleição, nem basta estar governando. “É preciso transformar o espaço conquistado com a eleição para darmos, mais na frente, passos muito mais significativos rumos às transformações sociais que nós defendemos. Não basta estar nas estruturas de governo. É preciso ousar e transformar profundamente essa sociedade que aí está”, destaca.
DESAFIOS - Iran Barbosa deixou bem claro que a AE é minoria dentro do PT, e que entraram na disputa conscientes do tamanho da tendência e das conseqüências disso nos resultados eleitorais.
“Mas, para nós, não é apenas o resultado eleitoral que interessa, porque é fundamental manter acessa a chama nas disputas internas do nosso partido das bandeiras históricas que sempre defendemos e que, muitas vezes, ficam esquecidas. Queremos estar lembrando delas: as bandeiras do socialismo, da participação popular nas decisões, de que somos a voz viva dos trabalhadores e a massa crítica dos governos que elegemos. É por isso que entramos na disputa”, ressaltou o deputado.
Para a deputada Ana Lucia, o PED 2009 será uma experiência diferenciada e muito importante para o PT, por conta da conjuntura atual. O partido vai para a sua disputa interna estando à frente do governo do estado. “Tivemos essa experiência estando na prefeitura de Aracaju, e com disputados estaduais. Agora temos disputas estaduais quando o nosso partido é governo, e acredito que isso vai ajudar muito a democracia interna dentro do PT de Sergipe e a oxigenar o partido”, frisou.
Ainda de acordo com a deputada, o fato de a AE ser minoria no PT não arrefece o ânimo para a disputa. “Somos minoria, mas temos vários vereadores, uma parlamentar estadual e um federal. Isso é importante estar dizendo à sociedade, que sabe muito bem a nossa forma de fazer política. O que queremos nesse PED, com a candidatura do companheiro Iran, é recolocar o debate sobre o que é o PT, onde ele quer chegar, quais as suas instâncias de deliberação”, disse.
"Está faltando muito debate político dentro do partido diante de uma coalizão de partidos onde nem todos se identificam com o nosso campo, com diferenças grandes, ideológicas e programáticas, e o PT não vem promovendo o debate para educar a sua própria militância sobre tudo isso. Infelizmente, nesse mandato, a gestão do governo e a gestão do partido tem se confundido muito e prejudicado a educação política dos nossos militantes e filiados do PT”, analisou a deputada Ana Lucia.
Um pé na luta e outro no parlamento

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